segunda-feira, 28 de maio de 2012

CURSO NO ESTAÇÃO DAS LETRAS

O que caracteriza o livro para crianças? Há diferença entre literatura e livro infantil? Como um texto vira livro? Como é a comunicação entre editor, escritor, ilustrador, agente literário, divulgador, livreiro? Estas e outras questões serão trabalhadas nos seminários O Mercado dos Livros Infantis.

Para cada aula, teremos um diferente profissional da cadeia da criação, edição, divulgação, comercialização e mediação da literatura que vai falar e discutir sobre o livro nacional e estrangeiro destinado às crianças e aos jovens.

Palestrantes:

  • Ninfa Parreiras
  • Luiz Raul Machado
  • Daniele Cajueiro
  • Roger Mello
  • Luciana Figueiredo
  • Anna Maria de Oliveira Renhack
  • Valeria Martins
  • Ana Sofia Mariz
  • Christiane Mello

De 02 a 30/06 (sábados) das 10h às 15h - Carga horária - 16hs/aula
R$ 650,00

Descontos:
10% para pagamento à vista
15% para alunos matriculados em outro curso na Estação das Letras.
(descontos não cumulativos)



Estação das Letras




De 02 a 30 de junho
na Estação das Letras










Você foi adicionado através da mala postal original da Estação das Letras.
Estação das Letras Rua Marquês de Abrantes, 177 - Lojas 107/108 :: Flamengo Rio De Janeiro, RJ 22230-060
Telefone: (21) 3237-3947

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CAPACITAÇÃO EM CINEMA

Você está convidado a participar do curso de capacitação em cinema oferecido pelo projeto Imagens em Movimento, parceiro desde 2011 do Projeto CINECLUBE NAS ESCOLAS.

O curso começa no próximo sábado e contemplará a análise e a realização de filmes, bem como a reflexões sobre a relação entre a pedagogia e o cinema.

As aulas serão quinzenais até novembro e cada aula será ministrada por um dos formadores do projeto Imagens em Movimento - profissionais especializados na área de Cinema.

Estão sendo oferecidas 16 vagas.
Para particpar, basta enviar um e-mail para lucianabessa@rioeduca.net até o dia 23/05, com as seguintes informações:

* Nome completo:
* Função/Cargo:
* Escola:
* Você já fez alguma capacitação de audiovisual promovida pela Gerência de Mídia Educação?  (   ) Sim    (   ) Não
* Em caso positivo especificar: __________________________________________________

Será dada preferência nas inscrições para os professores do projeto Cineclube nas Escolas que ainda não participaram de capacitação de audiovisual oferecida pela Gerência de Mídia Educação. 

Abaixo as informações sobre a primeira aula:

DIA
26 de MAIO - Sábado

HORA
13h às 16h

EMENTA

Introdução à pedagogia do cinema, segundo a metodologia proposta por Alain Bergala, autor de "A Hipótese-Cinema" e Conselheiro Pedagógico do projeto Imagens em Movimento. Reflexões sobre a inserção do cinema na escola, como possibilidade de criação e de alteridade.

LOCAL
Centro de Artes Calouste Gulbenkian
Rua Benedicto Hipólito, 125 - Centro. Sala 104
(Metrô: entre Praça Onze e Central)

domingo, 29 de abril de 2012

SUGESTÃO DE LEITURA

a contadora de filmes

“Naquele tempo descobri que todo mundo gosta que alguém conte histórias. Todos querem sair da realidade um momento e viver esses mundos de ficção dos filmes, das radionovelas, dos romances.”

Deserto do Atacama, Chile

Com “A contadora de filmes”, o chileno Hernán Rivera Letelier nos aproxima do deserto de Atacama, conhecido como o mais solitário do mundo.

O livro fala sobre uma família apaixonada por cinema. Até que um acidente de trabalho tirou o movimento das pernas do pai, parte da renda e a rotina dos domingos daquela casa. Tirou ainda a mãe, que não suportou a invalidez do marido e foi embora, deixando com ele cinco filhos pequenos.

Como sempre acontece, a vida seguiu. Restou apenas a fuga da aridez por meio dos filmes. Ficção e realidade se misturavam com as aparições de Jerry Lewis, Marilyn Monroe, John Wayne e todo o elenco dos filmes mexicanos, os preferidos. Como não havia dinheiro suficiente para irem ao cinema juntos, como antigamente, a proposta foi que apenas um dos filhos assistisse aos filmes com a obrigação de contar o enredo quando voltasse.

A escolhida foi a caçula, Maria Margarida, que se mostrou melhor que os irmãos. Mais que narrar, ela interpretava, apropriava-se das obras, cantava e fazia seus próprios desfechos. Sempre que a memória falhava, sempre que sentia que a cena poderia machucar o pai. E assim passou a ser conhecida pelos moradores do povoado, que também queriam assistir a sua interpretação. Ganhou a notoriedade de suas estrelas favoritas. Tanto que, a exemplo de seus ídolos, mudou de nome no auge do sucesso: Fada Docine, contadora de filmes. Mas vieram as desilusões, a televisão e o golpe de estado de Pinochet. Ficaram, contudo, as histórias e a nostalgia daqueles que tiveram seus sonhos truncados. O livro será adaptado para o cinema por Walter Salles.

"Acho que no fundo eu tinha alma de fuxiqueira, pois além de tudo me bastava bater os olhos nas duas ou três fotos pregadas no cartaz – pelo olhar lascivo do padre, o sorrisinho inocente da menina ou o gesto cúmplice da beata – para poder inventar uma trama, imaginar uma história inteira e passar o meu próprio filme."


quinta-feira, 12 de abril de 2012

REFLEXÃO DO MÊS

"Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, sem dúvida, o livro. 
Os outros são extensões do seu corpo. 
O microscópio, o telescópio são extensões da sua visão; 
o telefone é extensão da voz; logo temos o arado e a espada, extensões do seu braço. 
Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação."
Jorge Luis Borges in Borges, Oral: Livro.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL



Hans Christian e um de seus principais personagens – O Patinho Feio
A literatura infantil surgiu no século XVII, no intuito de educar as crianças moralmente.
Em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, foi criado o dia internacional do livro infantil, que é comemorado na data de seu nascimento, 02 de abril; em virtude das inúmeras histórias criadas por ele.
Dentre as mais conhecidas mundialmente estão “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”.
A data é conhecida e comemorada mundialmente, em mais de sessenta países, como forma de incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura.
Tanto os clássicos da literatura infantil quanto os livros somente ilustrados, proporcionaram o desenvolvimento do imaginário das crianças, bem como o aspecto cognitivo, desenvolvendo seu aprendizado em várias áreas da vida.
As histórias reportam valores morais e éticos, que levam o sujeito a repensar suas atitudes do cotidiano, numa reflexão que pode modificar sua ação, tornando-a melhor enquanto pessoa.
Segundo Humberto Eco – escritor, filósofo e linguista italiano – a literatura infantil traz sentido aos fatos que acontecem na vida, envolvendo as crianças. Dessa forma, “qualquer passeio pelos mundos ficcionais tem a mesma função de um brinquedo infantil.
As crianças brincam com a boneca, cavalinho de madeira ou pipa a fim de se familiarizar com as leis físicas do universo e com os atos que realizarão um dia”.
Todos os anos a Internacional Board on Books for Young People, oferece o troféu “Hans Christian”, como sendo o prêmio Nobel desse gênero, algumas escritoras brasileiras já foram homenageadas, como Lygia Bojunga, no ano de 1982, e Ana Maria Machado, em 2000.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ 2012


"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,  a que se deu o nome de ano, foi um individuo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. 
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Ai entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,com outro número e outra vontade de acreditar 
que daqui pra frente vai ser diferente."
 (Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE NATAL

Desejar simplesmente FELIZ NATAL não basta!
Busquei esta mensagem em cordel para nos lembrarmos de como tudo começou...


Agora vamos desejar FELIZ NATAL  de um maneira realmente brasileira!



FELIZ NATAL!!!!
beijos,
Regina Karla

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

HOMENAGEM AOS 91 ANOS DE CLARICE LISPECTOR

[Parabéns] 91 anos de Clarice Lispector

clarice [Parabéns] 91 anos de Clarice Lispector
“A família pouco a pouco foi chegando. O que vieram de Olaria estavam muito bem vestidos porque a visita significava ao mesmo tempo um passeio a Copacabana. A nora de Olaria apareceu de azul-marinho, com enfeites de paetês e um drapeado disfarçando a barriga sem cinta. O marido não veio por razões óbvias: não queria ver os irmãos. Mas mandara sua mulher para que nem todos os laços fossem cortados – e esta vinha com o seu melhor vestido para mostrar que não precisava de nenhum deles, acompanhada dos três filhos: duas meninas já de peito nascendo, infantilizadas em babados cor-de-rosa e anáguas engomadas, e o menino acovardado pelo terno novo e pela gravata.” – assim se inicia o conto Feliz Aniversário, de Clarice Lispector.
O conto trata da festa de aniversário de 89 anos de uma senhora e traz, de forma pungente, as hipocrisias que atravessam relações familiares e a angústia da velhice, da solidão e do abandono. Se estivesse viva, Clarice completaria nesse sábado – dia 10 de dezembro – 91 anos de idade, dois a mais do que a personagem central de seu conto. O E-books Grátis faz, então, um post de Feliz Aniversário a essa escritora profunda e intensa que costumava tocar – e rasgar – a alma e os sentidos do leitor com seus contos e seus romances.
Clarice nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, em Tchetchelnik, na Ucrânia. Em março de 1922 chegou ao Brasil, em Maceió – AL, com sua família. Clarice viveu em Alagoas, em Pernambuco e, mais tarde, no Rio de Janeiro. Estudou Direito e deu aulas particulares de português e matemática. Seu primeiro livro, Perto do Coração Selvagem, foi publicado em 1943. Clarice escreveu, escreveu, escreveu. Infinitamente, intensamente, loucamente. Lindamente. O Lustre, A Cidade Sitiada, Água Viva, A Paixão Segundo G.H., A Hora da Estrela e tantos outros. Em 9 de dezembro de 1977, às vésperas de completar 57 anos, Clarice morreu de câncer.
Aqui, ela persiste viva e intensa. Nós, nesta breve homenagem, deixamos alguns trechos de seus belos escritos:
“Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!” (Perto do Coração Selvagem)
 “Ficaram em silêncio muito tempo, um silêncio que não pesava. Até que ele, como se quisesse lhe dar alguma coisa, disse:
-Olhe para esse pardal, Lóri – mandou ele – não pára de ciscar o chão que aparentemente está vazio mas com certeza seus olhos vêem comida.
Obediente, ela olhou. E de súbito eis que o pardal alçou vôo, e na surpresa Lóri esqueceu-se de si própria e disse como uma criança para Ulisses:
-É tão bonito que voa!
Falara com a inocência que usava nas aulas com as crianças, quando não temia ser julgada. Inquieta então olhou rápido para o lado de Ulisses. Ele a olhava. Com um susto Lóri notou: era um olhar… de amor?” (Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres)
“Não é confortável o que te escrevo. Não faço confidências. Antes me metalizo. E não te sou e me sou confortável; minha palavra estala no espaço do dia. O que saberás de mim é a sombra da flecha que se fincou no alvo. Só pegarei inutilmente uma sombra que não ocupa lugar no espaço, e o que apenas importa é o dardo”. (Água Viva)
“Se tivesse a tolice de se perguntar ‘quem sou eu?’ cairia estatelada e em cheio no chão. É que ‘quem sou eu?’ provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto.” (A Hora da Estrela)
“Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me mesmo seja de novo a mentira que vivo.” (A Paixão Segundo G. H.)
Sua história contada com mais detalhes, bem como sua obra completa, podem ser conferidas nessa página dedicada especialmente a Clarice Lispector.