sexta-feira, 29 de julho de 2011

8 ª SEMANA DE POESIA

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Paramim, Paravocê,Paraty  / FLIP 2011


Muito bom voltar a Paraty. Segundo ano na FLIP, adorei ter ido.
Abertura magnífica. Antonio Cândido reinou absoluto, falando de Oswald de Andrade com extrema naturalidade. O fato de terem sido amigos, revelou ao público detalhes e fatos que não constam nos livros. Complementando a abertura, a belíssima dramatizada de TARSILA com a autora Maria Adelaide Amaral e os atores Eliane Giardini, Betty Gofman, José Rubens Chachá  e Paschoal da Conceição.
A palestra  da socióloga Michele Petit  foi maravilhosa. Queria mesmo é que todas as professoras de Sala de Leitura lá estivessem.
A exposição dos trabalhos dos alunos de Paraty na Flipinha extremamente bela e criativa. De repente, um Abaporu de serragem colorida estava ao lado da Igreja Matriz.
Após a palestra do Edney Silvestre, corremos para fila dos autógrafos e demos boas risadas(Vera,Fátima Beth e eu), tudo registrado por Silvio, marido de Vera. Chamei-o de “nosso marido Silvio”. Edney me disse que eu era muito generosa. Respondi que Vera era generosa, pois o marido era dela. Ele me respondeu que isto daria uma boa história. Quem sabe?
Na casa da Folha, ouvimos Maria Marta uma cantora paulista com voz e repertório de primeira. Lá encontramos a escritora portuguesa Margarida Botelho que havia nos encantado com seus livros no 13º Salão do Livro e vai mandá-los de Portugal para nós, pois ainda não estão publicados aqui.
Estávamos hospedados na Pousada Santa Rita,esquina da Rua do Fogo, famosa no passado pela prostituição. Sempre ouvíamos os guias turísticos dizendo que as moças pecavam ali e pediam perdão na Igreja de Santa Rita, logo ao lado.  Vez por outra, eu abria a janela e acenava para os turistas sorrindo. O que será que pensavam eles?
Andando pelo Centro Histórico, sempre cruzava com algum conhecido: Graça Lima. Anna Claudia Ramos, Bia Hetze l, Adelaide, Catharina Harriet, Regina Carla e tantos outros rostos conhecidos cujos nomes me escapam...
 Para mim, Paraty valeu!

Ana Lucia Miranda Pereira – Professora da Sala de Leitura Ilza Xavier de Faria do Ginásio Experimental Carioca Anísio Teixeira – 4ª CRE 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Exausta, mas ainda sob o efeito de 5 dias respirando Arte através de literatura da melhor qualidade - com a presença de alguns dos nossos "fazedores de sonho" -, música, teatro e cinema se misturando, dialogando com um público ávido em desfrutar de tão maravilhosa festa.
Sem condições físicas de, neste momento, escrever com maiores detalhes sobre a FLIP e nossa participação nela, deixo algumas frases, para colocar água na boca...

"A conferência de abertura da FLIP com Antônio Cândido e José Miguel Wisnik foi uma aula deliciosa de literatura e política"

"A mesa com Michele Petit e Marie Ange Bordas foi maravilhosa"!

"Nós não podemos esquecer"...

"Transgredir é desligar a tomada"

"Eu chorei e borrei minha maquiagem ao ouvir sua poesia (...)Você não borrou sua pintura, mas lavou seus olhos com a poesia e assim poderá enxergar melhor o mundo"

"Sem dúvida alguma essa foi a melhor mesa e a mais oswaldiana de toda a FLIP"

Desligo agora a tomada do meu computador, pois daqui a poucas horas devo retornar à realidade, trabalhando muito para organizar as ideias e sonhos despertados na maior festa literária do Brasil.
Mas durmo com o som da poesia de Sérgio Vaz, sem dúvida um dos melhores momentos da FLIP 2011 e deixo uma "amostra" para vocês, retirado de seu livro Colecionador de pedras.

O manifesto, Sérgio Vaz

"É preciso sugar da arte
um novo tipo de artista: o artista cidadão.
Aquele que na sua arte
não revoluciona o mundo,
mas também não compactua com
a mediocridade
que imbeciliza um povo
desprovido de oportunidades.
Um artista a serviço da comunidade, do país.
Que armado da verdade, por si só, exercita a revolução.”

sábado, 2 de julho de 2011

UBUNTU

 
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Ela
contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou
uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam dentro.

As
crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O
antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas
simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele
ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu
significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente
para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊS!