sábado, 2 de julho de 2011

UBUNTU

 
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.

Ela
contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou
uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.

As
crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.

O
antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas
simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"

Ele
ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?

Ubuntu
significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"

Atente
para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...
UBUNTU PARA VOCÊS!

sábado, 25 de junho de 2011

Pacote didático A Cor da Cultura

2011 - ano internacional dos afrodescendentes - instituído pela ONU

Para facilitar o acesso da população brasileira ao segundo pacote pedagógico A Cor da Cultura, a Fundação Cultural Palmares (FCP) disponibiliza o material para download em seu portal. O pacote é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País.
Os interessados também podem baixar o material diretamente do site oficial do projeto do projeto. O Ministério da Educação (MEC) disponibilizará o material físico aos municípios, porém, as escolas devem se cadastrar também via o citado portal. A solicitação ao MEC deve ser feita pelas secretarias de educação, incluindo o projeto em seu plano de ação de 2012.

Edmir Perrotti: "Biblioteca não é depósito de livros"

Autor: Márcio Ferrari - Nova Escola
11/05/2011

Desafios como a criação do hábito da leitura entre crianças e adolescentes, as novidades tecnológicas, a ampliação do acesso ao ensino e a sofisticação do mercado editorial levaram o professor Edmir Perrotti a uma nova concepção de biblioteca escolar e de seu papel pedagógico.
Com formação em Biblioteconomia - área que combinou com seu interesse em Educação -, ele é docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, conselheiro do Ministério da Educação para a política de formação de leitores e autor de livros infantis.
Perrotti orientou a implantação de redes de bibliotecas inovadoras nas escolas municipais de São Bernardo do Campo, Diadema e Jaguariúna, no estado de São Paulo. Nessas estações de conhecimento, como ele prefere chamá-las, a aprendizagem é estimulada pela presença de suportes tecnológicos, como o computador e a televisão.
Em um ambiente que convida as crianças a descobrir e aprofundar o prazer da leitura, os livros convivem com outras linguagens, como a do teatro. "Assim trabalha-se o contato com as informações e também o processamento delas", diz. Ex-professor da Universidade de Bordeaux, na França, e de escolas de Ensino Fundamental no Brasil, além de editor e crítico literário, Perrotti concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.
O que deve orientar a constituição de uma biblioteca escolar?
Edimir Perrotti
Ela não pode restringir-se a um papel meramente didático-pedagógico, ou seja, o de dar apoio para o programa dos professores. Há um eixo educativo que a biblioteca tem de seguir, mas sua configuração deve extrapolar esse limite, porque o eixo cultural é igualmente essencial. Isso significa trazer autores para conversar, discutir livros, formar círculos de leitores, reunir grupos de crianças interessadas num personagem, num autor ou num tema. A biblioteca funciona como uma ponte entre o ambiente escolar e o mundo externo.
De que modo se realiza essa abertura para fora da escola? O responsável pela biblioteca tem o papel de articular programas com a biblioteca pública e fazer contato com a livraria mais próxima, além de estar atento à programação cultural da cidade. Há uma série de estratégias possíveis para inserir a criança num contexto letrado. A biblioteca precisa ter outra finalidade que não seja simplesmente a de um depósito de onde se retiram livros que depois são devolvidos. Nós não trabalhamos mais com a idéia de unidades isoladas. O ideal é formar redes, um conjunto de espaços que eu chamo de estações de conhecimento, cujo objetivo é a apropriação do saber pelas crianças.
Qual é a necessidade das redes? Com o atual excesso de informações e a multiplicação de suportes, nenhuma biblioteca dá conta de todas as áreas em profundidade, até porque não haveria recursos para isso. O trabalho tem de ser compartilhado com outras unidades da rede, por meio de mecanismos de busca informatizados. Por exemplo: a escola guarda um pequeno acervo inicial sobre arte, mas, se o interesse for por um conhecimento aprofundado, recorre-se a uma biblioteca especializada na área. Hoje não há mais condições de manter o antigo ideal de bibliotecas enciclopédicas, que abarcavam todas as áreas de conhecimento.
Quem deve ser o responsável pela biblioteca? Processar as informações e criar nexos entre elas é um ato educativo. O responsável, portanto, é um educador para a informação, que nós chamamos de infoeducador, um professor com especialização em processos documentais. Uma rede de bibliotecas tem uma plataforma de apoio técnico-especializado, que é a área do bibliotecário, um especialista em planejamento e organização da informação. Junto com ele trabalham os educadores, que são especialistas em processos de mediação de informação. Dar acesso ao acervo não basta para que o aluno saiba selecionar e processar informações e estabelecer vínculos entre elas.
De que modo se estimula a autonomia numa biblioteca? É preciso desenvolver programas para construir competências informacionais. Isso inclui desde ensinar a folhear um livro — para crianças bem pequenas — até manejar um computador. Antigamente imperava a idéia de que os adultos é que deveriam mexer nas máquinas e pegar os livros na estante. Hoje deve-se formar pessoas que tenham uma atitude desenvolvida, não só de curiosidade intelectual mas de domínio dos recursos de informação. Essa é uma questão essencial da nossa época.
Por que a escola tem falhado em ensinar os alunos a processar informações? Porque se acredita que basta escolarizar as crianças para formar leitores. De fato, a escola tem o papel de construir competências fundamentais para a leitura, mas isso não quer dizer formar atitude leitora. Hoje, o que distingue o leitor das elites do leitor das massas é que o primeiro tem um circuito de trocas. Ele participa do comércio simbólico da escrita, da produção à recepção: sabe o que é publicado, informa-se sobre os autores, encontra outros leitores etc. Já a criança da escola pública muitas vezes não tem livros em casa e só lê o que o professor pede. Ela não tem com quem comentar. Está sozinha nesse comércio das trocas simbólicas.
Qual é o mínimo necessário para o funcionamento de uma biblioteca escolar? Estou convencido de que é a pessoa que trabalha ali, mediando relações entre a criança, a informação e o espaço. Não precisa ser alguém superespecializado, mas que compreenda a função da escrita e da imagem e que saiba qual é a importância daquilo na vida das pessoas. Assim, a compra de livros seguirá um critério de escolha consciente. É claro que é bom construir um ambiente agradável e funcional, mas não é indispensável, porque a leitura não depende das instalações da biblioteca; ela se dá em qualquer lugar.
Quem deve escolher o acervo? Nós temos trabalhado um modelo em que a escolha é feita por todos os que participam dos processos de aprendizagem: professores, coordenadores, diretores e alunos. Formulários são colocados à disposição para que sejam feitas sugestões de compra. O infoeducador não só coleta esses dados como divulga, por meio dos quadros de aviso, as informações sobre lançamentos que saem na imprensa e na internet. Depois, ele vai analisar os pedidos, separá-los em categorias — livros importantes para os projetos em andamento, leituras de informação geral ou complementares etc. — e, com base nessas listas, a escolha é feita de acordo com os recursos disponíveis.
Como comprometer o aluno com a organização e a manutenção da biblioteca? Ele participa da escolha do acervo e também pode estar pessoalmente representado nele, por meio de livros que ele escreve e de documentos de sua passagem pela escola. Uma parte do acervo vem da indústria cultural e outra é produzida internamente, com documentos e relatos referentes à história da instituição. Formar um repertório de dados locais cria relações com as informações universais.
Descreva a biblioteca escolar ideal. É aquela que possui todo tipo de recurso informacional, do papel ao equipamento eletrônico. O espaço é construído especialmente para sua finalidade e de acordo com quem vai usar. Se o público majoritário é infantil, a disposição dos móveis e do acervo deve permitir que a criança se mova com autonomia. É preciso ser um local acolhedor, mas que empurre rumo à aventura, porque conhecer é sempre se deslocar.
Por que se diz que os jovens não gostam de ler? Os interesses mudam na passagem da infância para a adolescência e a leitura que era feita antes já não interessa tanto, mesmo porque cresce a concorrência de outras mídias. Essa é uma transição crítica e ainda não foram definidas ações específicas para promover a leitura nessa faixa etária. Os adolescentes identificam o livro com as tarefas da escola, que reforça essa percepção porque raramente sai da abordagem instrumental da leitura. E no âmbito social, entre os amigos, a leitura não está presente. Mesmo assim, essa fase é a das grandes paixões. Portanto, há um espaço enorme para promover a leitura entre os jovens.
É possível formar leitores por meio de políticas públicas? O problema é saber que caráter elas têm. Eu não concordo com estratégias que pretendam ensinar os alunos a gostar de ler. A função do poder público é criar ambientes que dêem condições de ler, tentar despertar as crianças para as potencialidades da escrita, prepará-las para as competências leitoras — enfim, providenciar para que seja constituída a trama que sustenta o ato de ler. Mas gostar de ler é questão de foro íntimo, não de políticas públicas.
A escola deve obrigar um aluno a ler livros e freqüentar bibliotecas mesmo que ele não goste? Não se pode deixar de perguntar por que esse aluno não gosta de ler. Ele teve uma relação negativa com a situação de aprendizagem? Ninguém lê em casa? Tem dificuldades de visão? Não domina o código? Não tem circuitos culturais a sua volta? Tudo isso pode e deve ser trabalhado. Agora, se ele teve apoio para experimentar a prática da leitura e prefere fazer outras coisas, não adianta forçar. É claro que não estou falando da leitura funcional, indispensável para a vida diária. Nesse caso, é obrigatório negociar com a criança o "não querer ler".
É melhor ler literatura de má qualidade do que não ler nada? A pergunta já supõe que de fato existe uma literatura de má qualidade. Há leitores que são capazes de voar longe com um suposto mau livro, assim como há muitos trabalhos escolares que se utilizam de grandes textos, mas sufocam o interesse de aprender. Por outro lado, não é possível deixar o gosto do leitor imperar sozinho. É fundamental operar mediações entre as crianças e uma literatura que tenha condições de produzir significações importantes.
O uso do livro em sala de aula está em decadência? Ele está aquém do que gostaríamos que fosse e também do que seria necessário. Mesmo assim, o livro está entrando nas escolas numa medida que não entrava, nem que seja por meio das distribuições feitas pelo Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais. Há 50 anos nem sequer se sonhava com isso no Brasil. O problema maior é o de mau uso desses livros, com estratégias impositivas de leitura. Muitas vezes falta penetrar no avesso dos textos com as crianças e realmente mergulhar numa viagem de conhecimento, de imaginação.
Até que ponto as bibliotecas levam ao hábito da leitura? Eu participei de uma pesquisa feita com as crianças usuárias das redes de biblioteca que ajudei a implantar no estado de São Paulo. Queríamos saber se elas estão incorporando a leitura a sua prática de vida e não apenas como lição de casa. Qual é a constatação? Houve um grande avanço e as crianças se mostram muito mais familiarizadas com os livros, mas infelizmente ainda não usam as novas competências para trocas culturais. Por exemplo: não têm o hábito de comprar e emprestar livros. A prática escolar não se transferiu para a prática cultural.
Há perspectiva de mudança para essa situação? Eu vejo uma tendência de funcionalização. Os meios eletrônicos trouxeram, aparentemente, uma presença maior da escrita, mas o uso que se faz dela é cada vez mais abreviado. Vai-se transformando a língua no elemento mínimo para a transmissão da mensagem. Nós estamos a anos-luz de formar pessoas que, ao cabo do período de escolaridade, vão se relacionar com a escrita como uma ferramenta de conhecimento e de experiências estéticas, numa dimensão não pragmática. Restringir as ferramentas de linguagem a sua função utilitária é retirar de nós mesmos aquilo que nos humaniza — a capacidade de dizer de uma forma articulada. As novas bibliotecas têm de enfrentar essa questão. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CAIXA Cultural e Lavoro Produções
apresentam
 


A História da Filosofia em Mais 40 filmes
Segunda edição da mostra-curso que aproxima cinema e filosofia
 
 
Teatro Nelson Rodrigues – CAIXA Cultural RJ
Curadores e palestrantes: Alexandre Costa e Patrick Pessoa
De 21 de maio de 2011 a 24 de março de 2012, sábados às 10h30
Produção: Lara Pozzobon e Rita Mendes
Entrada franca
 
 
A CAIXA Cultural Rio e a Lavoro Produções apresentam, a partir de 21 de maio, ‘A História da Filosofia em Mais 40 Filmes’. Com curadoria de Alexandre Costa e Patrick Pessoa, a mostra-curso põe em pauta temas filosóficos fundamentais e promove o diálogo de cineastas como Bergman, Bertolucci, Hitchcock, Fassbinder, Scola, Resnais, Saura, Fellini, Ozu, Kubrick, Cassavetes, Hirszman e Godard, com importantes pensadores, entre eles Platão, Descartes, Kant, Marx, Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Sartre e Foucault. A entrada é franca.
 
Organizado em dez módulos temáticos – “O perspectivismo”, “A (Má) Educação”, “O Estrangeiro”, “O Conformista”, ”A Técnica”, “A Arte”, “A Guerra”, “O Velho Oeste”, “O Brasil” e “O Amor” –, a mostra/curso ‘A História da Filosofia em Mais 40 Filmes’ faz refletir sobre diferentes disciplinas filosóficas, tais como a metafísica, a epistemologia, a ética, a política e a estética.
 
O curso será realizado de 21 de maio de 2011 a 24 de março de 2012, sempre aos sábados, totalizando 40 aulas. Ao final da exibição de cada filme, Alexandre Costa e Patrick Pessoa, alternadamente, proferem uma palestra, ao final da qual abrem espaço para o debate com o público.
 
Abrindo a mostra, nos dias 21 e 28 de maio, 04 e 11 de junho, a reflexão sobre “O Perspectivismo” parte de um fragmento de Nitzsche que põe em xeque tanto a crença em uma realidade objetiva existente em si mesma, quanto a crença em uma subjetividade transcendental comum a todos os homens. Os quatro filmes que integram este módulo permitem compreender o alcance ético, estético e ontológico do conceito de perspectivismo, central para todos os desdobramentos da Filosofia Contemporânea. As palestras mostrarão como Cidadão Kane problematiza a existência de uma realidade/identidade dada em si mesma, para além das múltiplas possibilidades de interpretá-la; como Gritos e sussurros e O crepúsculo dos deuses apresentam distintos modos de compreender e lidar com a morte ou com a fragilidade dos projetos humanos; e como Psicose relativiza qualquer delimitação rígida entre o normal e o patológico.
 
A mostra-curso segue por nove meses, sempre aos sábados, discutindo os dez temas filosóficos escolhidos pelos curadores-palestrantes Alexandre Costa e Patrick Pessoa para esta segunda edição. Os áudios das aulas serão posteriormente disponibilizados no site da Lavoro Produções, tal como ocorreu na primeira edição.
Os áudios da edição anterior ainda encontram-se disponíveis no mesmo site, www.lavoroproducoes.com.br/historiadafilosofia (Clicando no link dos áudios, presentes nas aulas listadas na programação, entra-se no 4Shared, portal de compartilhamento, onde estão hospedados os arquivos. Pode-se optar por apenas ouvir ou fazer download.)
 
Programação completa:
 
1 O perspectivismo
 
21.05.11 Cidadão Kane | Orson Welles
28.05.11 Gritos e sussurros | Ingmar Bergman
04.06.11 Crepúsculo dos deuses | Billy Wilder
11.06.11 Psicose | Alfred Hitchcock
 
2 A (má) educação
 
18.06.11 Um sopro no coração | Louis Malle
25.06.11 O casamento de Maria Braun | R. W. Fassbinder
02.07.11 Veludo azul | David Lynch
09.07.11 Uma mulher sob influência | John Cassavettes
 
3 O estrangeiro
 
16.07.11 O medo devora a alma | R. W. Fassbinder
23.07.11 O inquilino | Roman Polanski
30.07.11 Paixões que alucinam | Samuel Fuller
06.08.11 Trinta anos esta noite | Louis Malle
 
4 O conformista
 
13.08.11 A última gargalhada | F. Murnau
20.08.11 O conformista | B. Bertolucci
27.08.11 O desprezo | Jean-Luc Godard
03.09.11 Mephisto | István Szabó
 
5 A técnica
 
10.09.11 2001, uma odisséia no espaço | S. Kubrick
17.09.11 Tempos modernos | Charles Chaplin
24.09.11 Blade runner | Ridley Scott
01.10.11 Alphaville | Jean Luc Godard
 
6 A arte
 
08.10.11 A estrada da vida | Federico Fellini
15.10.11 Bodas de sangue | Carlos Saura
22.10.11 O homem das novidades | Buster Keaton
29.10.11 Cega obsessão | Yasuzo Masumura
 
7 A guerra
 
05.11.11 A grande ilusão | Jean Renoir
12.11.11 Roma, cidade aberta | Roberto Rossellini
26.11.11 Era uma vez em Tóquio | Yasujiro Ozu
03.12.11 A batalha de Argel | G. Pontecorvo
 
8 O velho Oeste
 
10.12.11 A Missão | Roland Joffé
17.12.11 Os brutos também amam | George Stevens
07.01.12 O homem que matou o facínora | John Ford
14.01.12 Era uma vez no Oeste | Sergio Leone
 
9 O Brasil
 
21.01.12 Vidas secas | Nelson Pereira dos Santos
28.01.12 Cabra marcado para morrer | Eduardo Coutinho
04.02.12 Terra em transe | Glauber Rocha
11.02.12 Eles não usam Black-tie | Leon Hirszman
 
10 O amor
 
03.03.12 A felicidade não se compra | Frank Capra
10.03.12 O ano passado em Marienbad | A. Resnais
17.03.12 Um dia muito especial | Ettore Scola
24.03.12 Tudo sobre minha mãe | Pedro Almodóvar
 
 
SERVIÇO
 
Mostra-curso: A HISTÓRIA DA FILOSOFIA EM MAIS 40 FILMES
Curadores/palestrantes: Alexandre Costa e Patrick Pessoa
Realização: Lavoro Produções – www.lavoroproducoes.com.br
Produção: Lara Pozzobon e Rita Mendes
Local: CAIXA Cultural RJ –  Teatro Nelson Rodrigues
Temporada: de 21 de maio 2011 a 24 de março de 2012
Horário: Sábados, das 10h30 às 14h30
Sessões seguidas de palestras
Capacidade: 388 lugares (sendo 2 para cadeirantes)
Classificação: confira a classificação de cada filme na programação
Entrada Franca (senhas distribuídas no local a partir das 10h)
 
 
PROGRAMAÇÃO
Horário: 10h30 às 14h30 (filme seguido de palestra)
 
Contato da Produção
Lavoro Produções
Lara Pozzobon
2235 5255
2542 1662
www.lavoroproducoes.com.br







SEMINÁRIO BRASIL, BRASIS




sexta-feira, 13 de maio de 2011

ENTRE NO TRILHO DE SANTA TERESA E VENHA PARA A FLIST, dias 14 e 15 de maio!


Este é o convite que nos faz Ninfa Parreiras!
Vá com as crianças, com a família, com os amigos ou sozinho, pois lá você encontrará a arte literária, sonhos e reflexões da melhor qualidade!
FESTA LITERÁRIA EM SANTA TERESA-FLIST
 
 Confira a programação completa no site www.flist.org.br. Parque das Ruínas. Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa. Sábado (14), 8h a 19h. Domingo (15), 8h a 18h. Grátis.
 
A FLIST está aberta ao público, com atividades gratuitas, para todas as faixas etárias. São apresentações literárias, musicais, teatrais, exposições, lançamentos de obras, bate-papos com autores e mesas redondas. Para conseguirmos uma festa literária além dos muros da escola, contamos com significativas parcerias de instituições, empresas, grupos e profissionais que oferecem seus trabalhos para as ladeiras de Santa Teresa. A Secretaria Municipal de Cultura tem apoiado a FLIST desde a primeira edição.
 
Veja a programação:
http://www.ceat.org.br/flist/2011programacaoSab.pdf

sexta-feira, 6 de maio de 2011

FALTA DE LIVROS EM CASA PREJUDICA ESTUDANTES BRASILEIROS


A carioca Ana Luiza, 12 anos, chegou em casa cansada depois de um dia atarefado na escola. Largou a mochila no quarto e falou para a mãe, Christiana Ferreira, 40 anos: "Estou estressada. Vou ler um livro para relaxar". E se dirigiu para a estante para escolher um dos de cerca de 300 livros da família.
A cena na casa da família carioca, porém, não é regra nos lares brasileiros. É o que mostra um levantamento do Movimento Todos Pela Educação, com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). A pesquisa, de 2010, analisou 65 países e constatou que 39% dos estudantes brasileiros declararam possuir, no máximo, dez obras literárias.
Além disso, no ranking de alunos que afirmam ter mais de 200 livros em casa, o Brasil ocupa a 64º posição. A realidade se torna ainda mais preocupante com outro dado revelado pelo estudo. De acordo com o levantamento, o estudante que tem até 10 livros em casa tem notas 15% menores em português e ciências do que aquele que tem entre 100 e 200 obras na estante da sala. Em matemática, o diferencial sobe para 17%.
Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, comprovam que quem mais influencia o leitor é mãe (49% deram essa resposta), seguida de professores, com 33%, e do pai, com 30%. Talvez seja essa a explicação da paixão literária da pequena Ana Luiza e também de sua irmã Sofia, 5 anos. A mãe Christiana conta que frases como a de Ana Luiza, que procurou no livro um refúgio para o seu "estresse", são comuns em sua casa. "As duas trocam a televisão por uma boa leitura facilmente. Sofia, por exemplo, não consegue dormir sem uma boa historinha", diz.
A casa de Christiana é uma das poucas no Brasil que possui mais de 200 obras literárias. Segundo ela, o costume é passado de geração para geração. "Eu sempre tive o hábito da leitura e cresci vendo os meus pais lerem muito. Meu pai sempre lê no mínimo dois livros em paralelo, um em português e outro em inglês. Minha mãe lia constantemente uma publicação atrás da outra. Vendo isso, acabei pegando o mesmo hábito e passando isso para minhas filhas", fala.
Para ela, incentivar as crianças deve ser algo natural e divertido. "É preciso fazer da leitura uma atividade interessante, explorar o livro, brincar com a história. Aqui, nós fazemos personagens de material reciclado, a nossa versão da história, a nossa ilustração, entre outras coisas. A leitura não começa apenas quando abrimos o livro, e nem simplesmente acaba quando o fechamos", conclui.
Chiristiana mantém o blog Inventando com a mamãe, no qual sugere títulos e programas interessantes para as mães fazerem com seus filhos.
A pedagoga Luciana Allan acredita que as estatísticas são um reflexo de um retrato cultural do país. "O incentivo à leitura é uma prática que até pouco tempo não era muito valorizada nas escolas. Com a instituição dos exames nacionais, como Enem e Prova Brasil, ficou mais evidente a defasagem na formação das nossas crianças, principalmente na questão da leitura. E isso tem estimulado a implementação de projetos para amenizar este problema", explica Luciana, que também é diretora do Instituto Crescer, que promove a formação de professores para a leitura em sala de aula.
Mas, para a especialista, uma das maiores barreiras para ampliar o acesso aos livros são os altos preços das publicações. "Hoje, um livro de boa qualidade custa em média quase 10% de um salário mínimo. Como incluir isso no orçamento familiar?", questiona.
O autor de títulos infantis como Quinho e o seu cãozinho e Espiando o mundo pela fechadura, Lae de Souza, concorda com a pedagoga. "O aumento no número de leitores poderá reduzir os preços e por sua vez esta redução pode favorecer o crescimento na quantidade de leitores. Para termos uma cultura de leitura é preciso pensar nas formas de facilidade de acesso aos livros", diz.
Inconformado com o lugar-comum de que o brasileiro não gosta de ler, ele decidiu criar o Projetos de Leitura, que hoje tem dez iniciativas voltada para escolas e hospitais e já atingiu cerca de 500 mil pessoas no Brasil: "Os projetos nasceram com a proposta de criar mecanismos de estímulo à leitura e participação ativa do estudante no processo", conta.
Souza comenta que estas iniciativas surgem para suprir a necessidade de alunos que não encontram estímulo onde deveriam obter: em casa. "O ideal é que esse incentivo fosse dos pais, com continuidade na escola. No colégio, entende-se que a leitura é uma necessidade, uma obrigação, portanto é só uma atividade escolar. É preciso que ela seja estimulada como prazer para que acompanhe o estudante por toda a sua vida, e para que ele transmita isso aos seus pais e filhos", afirma.
Retirado de: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5107373-EI8266,00-Falta+de+livros+em+casa+prejudica+estudantes+brasileiros.html